domingo, 24 de outubro de 2010

COMPANHEIROS AUTORITÁRIOS

Autoritarismo travestido de democracia?
Há por aí muitos militantes de partidos X, Y e Z que se arvoram no direito de falar, se expressar e criticar o que quer que seja em razão de sua - suposta - superioridade com relação aos demais. E também existe o boquirroto, o Supremo Guia, O Timoneiro e porque não o Rei que incita a metralhadora giratória aos que não pensam igual a ele. Aqui, o que se vê é: "não está comigo, esatá contra mim". 
Eu não creio que o exercício da política deva saer feito com o fígado, nem mesmo que um eventual oponente deva ser tratado pela alcunha de direitoso ou ainda, como um inimigo a ser vencido/subjugado porque isto é um fator que se assemelha a quem está em uma guerra sem precedentes e campanhas políticas não operações de guerra; ou pelo menos não deveriam ser. Mas alguns tratam como se fosse uma guerra.
Na verdade, o despotismo não está tão longe de nós e em meu entendimento existem dirigentes partidários de alguns partidos ditos de esquerda que parecem costumeiramente atingir o gozo desta forma: sendo déspotas. 
Que coisa mais feia.
Outro fator é desqualificar e jogar no lixo tudo o que foi feito antes. Claro, que os outros erraram e também acertaram. Mas você, boquirroto, também errou e acertou. Ou, nos meandros de sua mente megalomaníaca você supõs que só houve acertos? E que o Brasil é o que é tão-somente à sua pessoa?
Ora, recolha-se ao seu devido lugar. Em uma democracia, é uma vergonha o boquirroto companheiro incitar o ódio e o rancor contra os "inimigos". 
Atenção, ó nobre déspota boquirroto, você é o magistrado da nação e não pode, não deve, se comportar tal um militante rancoroso que vê o adversário como inimigo e que deseja a aniquilação total. Se bem que sobre o seu ideário de democracia - do que sei dele - não me parece o mais desejoso para mim e para os que não pensam como você. 
Há dois pilares básicos: alternância pacífica de poder e liberdade de imprensa.
E você, nobre rei da corte brasiliense, parece que não lhe aprazem tais fatores. Bem, na verdade, isto não é surpresa alguma para mim.
O Brasil é muito mais que personalidades e muito mais que personalistas megalomaníacos.

domingo, 17 de outubro de 2010

BICHOS DO BRASIL

ESPECIAIS BICHOS
Reprodução, onça-pintada
Deixando os personagens da nada usual série um pouco de lado, quero aqui escrever sobre os bichos do Brasil, aqueles que a gente conhece (mal, acrescento) desde criança, mas que poucos viram cara a cara. E alguns dos que viram, os viram em zoos. Que é outro 'órgão' inventado pelo ser humano meio às avessas do bem; claro que em alguns casos em que a mão do homem foi lá e matou, arrancou o couro, mutilou e judiou, a opção pelo confinamento pode ser a única chance para não serem aniquilados em sua sua forma mais vil.

Voltando aos bichos do Brasil de norte a sul e de leste a oeste, passando pelo imenso centro.
Reprodução, lobo-guará
O lobo-guará é um possível campeão na minha preferência. Alto, pernas longas, esguio, a língua a pender tão caninamente característica e a triste história: claro, o homem chegou e começou a matar, e agora as fronteiras agrícolas no Cerrado estão empurrando o lobo-guará cada vez mais não sei para onde. Chega aos 30 kg.

Tem a onça-pintada (panthera onca), 3º maior felino do mundo, + de 90 quilos; e em alguns espécimes o peso chega a 130 kg. Há registros de machos que pesaram 160. Não tem para ninguém: senhor absoluto em terra, consegue matar jacaré e jiboia (o páreo é duro!) porque é um felino que se dá muito bem dentro d'água, ao contrário da maioria. Sem falar que o bicho é de uma beleza incrível e muito astuto. É o grande predador do continente.

Reprodução, anta
E a anta - erroneamente associada à burrice - é um herbívoro meio pré-histórico. É bonito também e aparentado lá trás com o elefante. Pode pesar mais de 250 kg e é o maior mamífero endêmico da América do Sul.
Tem o jacaré, a arara-azul, que parece estar se recuperando em seu habitat natural, e muitos outros; uma lista febril de animais que vagam por nosso território, como as espécies de serpentes recém-descobertas em ilhas do litoral de São Paulo À ema, magnífico bípede, sobram atrativos exóticos.

Reprodução, tamanduá-bandeira
Ia me esquecendo de um que acho simpático para cacete, o maior de todos de sua ordem: o tamanduá-bandeira. Peludo, com aquela língua viscosa e com suas garras curvas para trás; pesa ~40kg e tem 1,80 de comprimento. Recordo de ouvir lá no passado a expressão "abraço de tamanduá", significando um "abraço de urso". O bicho é quase inofensivo e tem uma beleza idiossincrática.

Aqui mesmo na maior cidade do Brasil, uma das maiores do mundo e a 19ª mais rica - São Paulo - existem lugarem que já foram relatados em que onças lá estiveram. Vejam que coisa: cerca de 11 milhões espremidos e onças a vagar.

A Amazônia é o bioma que concentra o maior números de primatas de todo o planeta. Tem de todos os tamanhos, cores, hábitos.

E tem o boto-cor-de-rosa (tucuxi, em língua tupi) nadando pelos rios - lamacentos e escuros sazonalmente - no qual o sentido da visão é menos desenvolvido com relação aos seus parentes marinhos. Para quê afinal? Ele tem o sonar (comum à família) e uma característica no pescoço que o difere do "primo" golfinho: as vértebras são menos "juntas" o que possibilita a ele virar com facilidade por entre os meandros de árvores alagadas quase até as copas durante as cheias. O boto faz manobras de dentro da água como um contorcionista. Vira quase 180º para ambos os lados!
Escrever sobre a fauna e respectivos representantes do seis biomas brasileiros tornar-se-iam tarefa para especialista, o que não sou. Sou tão-somente um super admirador destes bichos.Incrível que, com este modo de pensar de colonizados que fomos pelos lusos, ingleses e depois pelos americanos, deixamos de lado os nossos daqui para admirar, saber mais, sobre bichos mais distantes.

027 - VENTO

E depois vinha o vento, aquela aragem boa em um dia de verão trazendo alento imediato que talvez tanto necessitasse para caminhar por onde ele fosse. os pés, calçados claro, faziam seu papel de levar todo o corpo para frente, porque parado é que não vira.
Em uma manhã com um sol tórrido, avermelhando tudo parecia, fazia sua caminhada pelo parque sempre com o gosto do café ainda na boca. os dentes escovaria depois. Este amargo o fazia acordar mais e mais, a ficar atento e, junto à aragem, poderiam completar o sábado que seria longo até que o domingo chegasse.No velho moleton o telefone tão-somente.
"--- To aqui no parque. Tô até vendo seu prédio, a janela fechada. Tudo fechado...
--- Sábado? Nem nove horas ainda!
--- Para te acordar mesmo. Estava pesando de a gente tomar café junto, ali na padaria Flor do Algarve. 
Nossa, ele não vai responder nada? 
--- Duílio! Eu quero que você vá se foder.
--- Sabvia. Mas eu não desisto tão fácil. Levanta. Quer que eu passe aí? 
--- Não passe nada. Eu preciso tomar um banho. Dormi bem acompanhado e depois que foi embora voltei a dormir. Se você esperar...
--- Quem?
--- Quem o quê? Quem dormiu aqui em casa você nmão conhece. Você nunca conhece e não seria agora.
--- Então... Eu nunca conheço né? Voce é que sabe. Venha, estou aqui perto do bebedouro daquela curva do bosque.
Ele fala que nnca sei quem está lá. Às vezes eu acho que sei demais, até mais do que deveria saber. Pode ser. Também tem que eu não tenho nada com isto. Só acho que levar a vida assim, gastando grana e depois se enfastiando... Que ele diz que fastio não faz parte da vida dele. 
Da minha é que não pode fazer".
Tomaram mais café. E resolveram depois de 'abastecidos', ouvir música bem alto no apartamento do Simão. E o vento vendo tudo isto parece que colaborou e ventou ainda mais forte comemorando, batendo portas e desligando a chama do fogão. Sorte que os narizes sentiram.

sábado, 16 de outubro de 2010

026 - SEM SOBREMESA

Mesmo que a nítida sensação de não pertença a nada, a nenhum estrato social, a nenhuma orientação... Duílio pensava que poderia dar um jeito ainda em algumas coisas de sua vida que vinham cronicamente (inviável de vez em quando) se arrastanto como corcundas que arrastam os pés pelas catedrais em Sitka ou em São Miguel do Gostoso. O prato do dia era sempre o mesmo: um arroz com feijão meio sem graça, com carne de mamute que tem que se caçar todo santo dia. 
A esperança de vivenciar uma mudança radical percorria em frêmito seu corpo e que eriçava os pelos abundantes em alguns lugares e escassos em outros de seu corpo um tanto cansado da escuridão do poço em que havia se metido desde... Desde... ele não sabia mais desde quando. A subida até a boca do túnel, tortuosa e feita algumas vezes de descidas e subidas, o deixava prostrado. É o que ele chamava de "crônicos" pensamentos e modos de reação. Talvez se fosse mais assertivo e não ficasse elucubrando tanto porque isto, porque aquilo, porque assim...
Esperançoso na humanidade, nem tanto com relação a ele, piscava forte os olhos para ver alguma luz. E abria as narinas para sentir o doce cheiro do doce feito e assado na infância e que o fazia correr da rua para a cozinha de chão vermelho.
"O problema é que a mamãe não dá sobremesa... pelo menos para mim".
Raciocinava pela esperança que depositava nos homens em geral porque não gostava de especificar este ou aquele, uma vez que todo mundo é parecido quando sente dor. Este sentimento o ajudava a destravar o ranço que sabia poder se manifestar em seu pensamento, mesmo em indo de encontro a sua 'nada' esperança. simão, o amigo de (quase) todas as horas, o verdadeiro contraponto, auxiliava - luxuosamente sem pandeiro - no que podia e no que lhe cabia. Proporcionava deleites capitalistas ao 'pobre' e 'crente' Duílio. 
Parece que a sobremesa era posta à mesa e que deveria ser comida com em um butim pantagruélico de rapina, escarnecendo todo o restante. Quebraria algum dente se chegasse como hienas esfaimadas (que possuem mordida de quebrar ossos.
"É osso! Quando se tem a sobremesa, pareço que mais 'alguém' tem que se foder". Referia ao próprio e não ao mundo.

sábado, 9 de outubro de 2010

025 - PODER = PREPOTÊNCIA

Uma coisa que sempre que via acontecer sentia-se enojado e diminuído parecendo que podia estar na pele daquele que é humilhado. Nas relações entre poderosos é uma mordida para se manter no lugar ou para expulsar e tomar conta. Já quando é para disputar com quem nem tem de disputar condiçõe tem, aí sim, a mordida é paras valer. Machucar e dilacerar; não a carne e sim a alma.
Só que quando algum destes aí que se viciam como heroinômanos e alçam o poder, seja lá qual for, se entorpecem e mandam. Ah, isto eles fazem demais: mandar, e normalmente aos berros e com intenção de diminuir o lado mais fraco; como se fosse assim a prepotência pisando no pescoço do 'subordinado'. 
"Será que foi falta de couro quando eram pequenos? Ou, ainda, apanharam muito? Ou tem a ver com caráter? Bem, tem também o 'vil metal', que por ele, todo mundo faz tudo..."
Duílio nem pesnava em outra coisa a não ser neste longo feriado em descer para Santos com seu amigo Simão e poder sentir em cada centímetro quadrado de sua pele o sol arder, se espreguiçando com a mente cheia de fumaça. Ouvir o Atlântico quebrar a metros de seu corpo.
Porque de quebradeira... bastaria quebrar a cara e narizes de alguns destes poderosos que se julgam na intimidade com o subalterno e lhes metem apelidos que não foi estabelecido sob à luz do comum acordo. 
"mas ainda pior é fazer brincadeiras. E, claro, que o outro não tem nem condições de responder porque quem paga seu salário é o cara da prepotência. Gostam de mandar e mais ainda, gostam que as pessoas saibam que eles mandam.
Com aquele ar de grande fodão. Aos berros, humilhando e tendo o $ como coadjuvante". 
O telefone tocou e desceram para a praia em um possante carro, destes bem caros, com ar-condicionado. Para os poderosos tão-somente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

024 - QUANTO VALE?

Outro dia deitado na cama em uma sexta-feira de primavera - nublada - olhando para o teto recém-pintado em um tom quase branco, Duílio viu que por mais que esperasse a hora de chegar sua felicidade o tempo não lhe era muito chegado não. Nu, apenas vestindo um gorro em razão do frio porque depois que lhe dera na cabeça raspar a própria sentia um frio da porra, percebeu que sua bexiga cheia iria começar a reclamar seus direitos. Preguiçoso que estava tentou "se" demover da ideia de correr para o banheiro e se aliviar.
Bem, esperou por mais 5 minutos e foi. Voltou tão rápido que nem deu tempo de suas pernas peludas tiritarem de frio. Isto acontecia em uma apartamento da Vila Mariana.
A poucas quadras dali, já no entorno do Parque da Aclimação, seu amigo Simão, fazia o café após uma intensa noite de sexo. Viu que estva esfolado em razão de tanto esforço feito na madrugada mas ele se alegrou até com isto porque afinal uma de suas práticas favoritas dizia respeito a judiar de seu corpo. A xícara fumegava.
Ainda deitado, Duílio passou a mão no telefone e ligou para o amigo.
"Pelo menos é sexta hoje. E ficar na cama em um dia como este é bem foda. como se eu tivesse algo dee sério para fazer. Não tenho, mas vou ligar para ele e marcar algo.
--- Simão, meu amigo fodão, acordado já?
--- Não fiu dormir. Mas nada de aditivos para o nariz. Foi aditivo para outra parte.
Nossa, ele está rindo. A noite deve ter sido boa mesmo.
--- Te liguei para combinar sobre hoje à noite. Mas eu estava vendo um filme aqui na cama, peladão, que o ator protagonista não se vendeu mesmo após ser chantageado, mesmo precisando do $. Achei muito massa, porque mostra bem o que eu sempre...
--- Lá vem. Cara, todo mundo tem o seu preço. Alguns mais alto, outros mais baixo. E tem aqueles que você compra quase de graça. Infelizmente, de ontem à noite até agora eu paguei caro. 
--- Eu não tenho preço não.
--- Claro que tem! Todos têm. Esta história verdadeiramente da carochinha que existem aqueles que se mantêm intactos, incorruptíveis, é mentirada das boas.
--- Você acha mesmo isto?"
E ficaram conversando por horas a fio. E a intimidade de ambos era tanta que seguiram falando no viva voz enquanto no banho, no chamado da mãe natureza e por mais uns 40 minutos. Duílio não queria acreditar que todos têm o seu preço. E todos têm, segundo Simão.

sábado, 25 de setembro de 2010

023 - AS PESSOAS DO ESPELHO III

"E os que têm muito poder? Nossa, estes acho que são os piores de todos, piores que aqueles que são os narcisos de quatro costados. E acho que sei porque eles são assim. 
Tem a ver com a mediocridade dos homens mesmo. Ou não é maior das mediocridades se julgar acima de tudo porque você é dono/presidente/rico ou coisa que o valha? Será que na mente deles, ou seja, será que pensam que porque tem mais $ eles são de fato superiores? Porque deve ser isto né Já que $ significa poder nesta podridão humana que vivemos. Arrogância, nariz lá em cima. Que odioso!
E como eles são podres... Até o último cabelo do rabo. Deveria arrancar um a um com uma pinça e dizer a eles "e agora, quem tem o poder hein?"
para mim, aqueles que entram nos lugares com uma atitude de superior simplesmente porque são o que são merecem uma carraspana da vida".
Simão havia voltado do "repouso" imposto - por um otorrino - de dias do trabalho e das noites pelos bares, mas tão logo acabou o dito descanso ligou para o amigo que não via há duas semanas louco de vontade de sair e encher a cara e a mente com o que pudesse; e sugeriu para a "reentrè" um local daqueles de meter medo nos "riquinhos" das mansões Jardim Europa ou dos tríplex da Vila Nova Conceição.
"--- Duílio, meu velho e louco amigo, tenho $ aqui para gente gastar à noite toda, quiçá uma parte da manhã toda. Quiçá pela tarde também. Para que ter $ e não poder esfregar na cara de quem eu quiser comprar? Sim, porque você sabe, se eu pudesse, eu compraria pessoas. Não fala nada não. Não me venha com esta baboseira que "ah, as pessoas são pessoas... não devem ser vistas assim... 'Bobagens, meu filho, bobagens', como falou aquele baiano chato.
--- Nossa, nem vou me dar ao trabalho de redargüir...
--- Nossa, nem vou me dar ao trabalho de te achar um chato. Redargüir! Só você mesmo. 
--- Meu tempo não está à venda não.
--- Mas sua amizade sim! Para vai, passo aí às 22h. Calma, é brincadeira, você é meu amigo e acho que a lista termina por aí. Aliás, e você sabe, é o único que não se acanhou diante da montanha de $ que eu tenho.
--- Olha... te ligo depois"
E assim terminou a conversa. E Duílio ainda maisw raivoso com a petulância do amigo em se colocar em um pedestal só porque pensa que pode, pensa que manda, que desmanda e tudo mais. 
"Bem, ele tem poder e $. Nem poderia ser diferente. Tão humano quantos os outros 7 bilhões de habitantes".

domingo, 19 de setembro de 2010

022 - AS PESSOAS DO ESPELHO II

De uns tempos para cá, Duílio - mais atento e perspicaz - havia percebido que qualquer pessoa pode ser uma 'pessoa do espelho'; que existem aos montes em qualquer lugar do mundo seja em Timbuctu ou Nuuk e que portanto as pessoas são mais parecidas do que ele houvesse suposto lá trás, na adolescência, onde viveu um mundo entreaberto à vida. A porta era pequena e ele... Bem, ele com sua 'desenvoltura' nada nata em esportes, penou um tanto.
Voltando à questão dos espelhos em espalhados com espetáculos de beleza para si mesmo e para os outros verem e admirarem e para por aí. Claro, eles não podem nem devem ser importunados do alto de sua beleza física tão distante do relés mortais. Assim como os espelhos do poder do dinheiro, da força física, do intectualismo e do machismo que também não admitem questionamentos tampouco troca de lugares.
Claro que para ele as pessoas do espelho em princípio seriam tão-somente as pessoas lindas dotadas de beleza estética que faria fruir qualquer Narciso contemporâneo.
"Eu acrescento mesmo todo aquele que de alguma forma usa de seu poder, seja lá qual for, para se sentir superior aos outros desmanchando qualquer atitude de aproximação. Aquele idiota que joga futebol e se acha no direito de espezinhar, humilhar até ,os outros só porque uma boa parte da impresa e um bando de idiotas o colocaram lá. Lá em cima, acima dos mortais. Mortais que o admiram. Admiração que eu não tenho. 
Têm vários em várias áreas. É claro que todo mundo tem responsabilidade nesta inversão de valores que faz do espelho a arma mais poderosa e na mesma medida uma carapaça anti-outros. Que mundo que eles vivem?
Então, àqueles (as) que possuem muito $, que são muito bons no que fazem, que são tidos pelo senso comum como lindos (as)... Deveria mandar um recado mas de que adiantaria? De nada. Porque mudar a forma como encarar (eles nem encaram às vezes) o 'restante' da humanidade 'se a humanidade está aqui para nos admirar, nos pagar, babar ovo, para ter medo, ter admiração'.
O espelho para os narcisistas é sua melhor companhia. Para a turba do populacho resta continuar olhando. E cada vez mais separando uns dos outros. Aliás, onde é que estas pessoas vão parar? Porque existem mais 6,7 bilhões no mundo e todo esta gente não é melhor. Tampouco pior".
Calmo e treanquilo que era, quando via este desprezo aos outros tinha ganas de avançar na pessoa e dizer-lhe verdades que se proecessadas ou não deveriam ser ditas. 
O cara do aeroporto nem mesmo murmurou um agradecimento, só o fez balançando a cabeça.
"Não é porque você se destaca, é o melhor, o mais fodido, que os outros devem ser olhados ao longe com aquele olhar enjoado, nojento".

sábado, 18 de setembro de 2010

021 - AS PESSOAS DO ESPELHO I

Verdade que depois do acidente de trabalho de seu amigo Simão, as noites de bebedeira ficaram incompletas e aéreas por completo mesmo que o bar de Congonhas riscado do mapa foi.Gostavam de ir lá para variar dos botecos meia-boca que frequentar acostumados que estavam, achavam por bem ir a lugares outros. Claro que isto motivava-se pelo fato de lá no aeroporto haver pessoas mais interessantes e mais ricas na mesma porporção de haver pessoas mais segragacionistas.
Talvez mais bonitas também. E mais ainda apartadas do restante.
"Também com aquele banheiro vigiado por dois funcionários metidos naqueles uniformes que parecem de presidiários...? Nem deu para ficar 'ao léo' dentro do compartimento. Apesar de que eu podia ir sozinho porque ele só vai sair do molho amanhã e um cara sozinho assim não dá nada. Posso até vestir-me como um canalha disfarçado de poderoso. Lá em acho que passo sem ninguém perceber. Não demora Duílio, porque é 'melhor pensar depressa e escolher antes do fim'. Eu devia ter pegado mais lá na casa do João Monumento. Agora já foi, porque que se foda! eu tenho o suficiente aqui".
Táxi, que ficou quase R$ 50, estacionou e ele depressa como um raio desembarcou sem pegar as moedas de troco porque apertado que estava, resolveu ir ao banheiro para obedecer o grito da mãe natureza que àquela altura arrepeiava os pelos todos do corpo, da nuca ao pé passando por todos eles.
Foi então que viu um daqueles modelos famosos que ainda ganham menos que as modelos. Esperando como um ser qualquer, do mundo dos mortais, ele sentou-se ao lado duas poltronas depois.
A movimentação toda de Duílio, barulhenta e atabalhoado como sempre nestas circunstâncias, chamou a atenção do 'magnânimo' Apolo. Bem, mas foi por alguns segundo apenas e ele mais do que rápido voltou a ajeitar o fone no ouvido e divagando em seu mundo mítico de espelhos e narcisos floridos - ou não - na primavera das calendas gregas.
"Deve estar me achando um atrapalhado de marca maior. Se ele soubesse o que eu tenho aqui no bolso do meu jeans ele ficaria todo contente em falar comigo. Mas com esta cara de quem não pertence ao mundo ao qual pertenço, deve ser mesmo um antipático.
Nossa, agora que eu vi. Tem um pacote caído perto do pé do Apolo dos Trópicos. Sapato preto lustradíssimo. Bem, a sola me mostrou mesmo que é italiano".
Entortando-se todo para poder ver o que entreaberto continha o envelope ele se abaixou e fingiu amarrar o seu tênis-bota para poder disfarçar a verificação.
"$ e a passagem, eu acho!"
Em um átimo, ele pegou o envelope sem que o Apolo Modelo Sobreumano desviasse a atenção da música que soava naquele instrumento.
Duílio o cutucou no ombro. E ao virar-se para o mortal habitante ao seu lado, fez aquela cara típica de quem é importunado em seu mundo particular de devaneios superiores de narcísicos homens. Mal olhou para Duílio pensando quiçá o que este homem quer com ele.
"Nossa, que cara mais idiota! Não devia ter pegado nada do chão".

domingo, 12 de setembro de 2010

TODOS OS DIAS APÓS O DIA 11

RANCOR E VINGANÇA SÃO O INFERNO
Existem, e haverá de existir sempre, ao longo da (manchada de desmandos) história aqueles que se arvoram no dever de consertar o mundo carregado de sentimentos que vão desde a vingança, ao ódio, passando pela sociopatia, chegando ao zênite da canalhice. Vejo assim o que aconteceu naquele dia em Nova York - a capital do planeta, para o bem e para o mal - naquele marco onde ficavam as torres gêmas.
E porque consertar o mundo? Bem, este argumento é somente uma partezinha do imenso iceberg que é a mente humano quando ela se junta com seus iguais nestes pensamentos medonhos que, vira e mexe, habitam os meandros da psique humana.
O que ocorre, em minha modestíssima opinião nem de pró-americano muito menos de extremista islâmico, é que a vingança anda lado a lado com o fator "consertar o mundo" (nos próprios moldes) no caso dos loucos seguidores do imbecil barbudo que nem homem é de aparecer e sentar em uma mesa de diálogo e bater o punho dizendo o que quer.
Não. Ele é covarde.
Ele é menininho mimado.
Ele é uma alma putrefata.
Ele é eivado de ódio, espumando este sentimento em qualquer um dos milhares que morreram.
Que coragem deste idiota, não é?
Provocar a onça com a vara curta...
Não quero entrar aqui em discussão religiosa, nem vociferar barbaridades contra os muçulmanos, tampouco me assoberbar dizendo que sou cristão, fiel seguidor de um Deus de misericórdia que não faz distinção/nem descrimina ninguém.
Creio que a imensa maioria de islâmicos pensam frontalmente diferente dos fanáticos mimadinhos daquela organização vinda das profundezas do inferno (acho mesmo que o menininho barbudo tem parte com o capeta) e que se julga com a tarefa de consertar o mundo seguindo os preceitos ditados no Corão.
Como eu disse, matar, mutilar, torturar psicologica e fisicamente em nome de Deus qualquer pessoa não pode se tornar a regra para homem algum no planeta. Deus nos fez à sua imagem e semelhança e acho que o fez por uma razão: saber até onde podemos ir/fazer. E tem gente indo bem longe.
Estão errados os que matam em nome dele!
Jesus Cristo veio e morreu por todos nós. Aceito os que não O aceitam como o legítimo filho de Deus: os muçulmanos e judeus. Eu aceito, porém discordo sem levar adiante qualquer sentimento de prevalência sobre este ou aquele. Afinal, quem decide no dia do juízo final para onde iremos não é um padre católico ou ortodoxo, um pastor anglicano ou luterano, nem um rabino, nem um imã, nem um sacerdote hindu, budista...
Deus resolve, mas Ele não vai 'inventar' nada em sua vida. Você é que a inventa e esta invenção será discutida neste dia.
Retornando ao 11 de setembro de 2001: aquela organizaçãozinha de quinta categoria dos infernos matou tanta gente alegando um sofrimento perpetrado pelas mãos poderosas do tio Sam.
Isto soa resumir tudo o que escrevi em um sentimento só: ódio. Tão entranhado nas vísceras humanas permitindo uma cegueira racional na qual os imbecis creem que devem realizar a ação para os redimir.
Redimir de que?
Fico tão tranquilo que hoje em dia não existam cristãos violentamente vingativos eivados de rancor/ódio no coração (no passado, estes cristãos comentaram erros gravíssimos). Não há cristão tentando destruir nenhuma mesquita em Meca, ou poço de petróleo no golfo Pérsico.
Isto não nos faz melhores em piores que outra pessoa religiosa.
E o que me alenta e reconforta é saber que o (meu) Jesus Cristo banhou-se de Espírito Santo, foi dotado de paciência santa e que andou entre os marginalizados, os sofredores e entre os pecadores. E Ele os salvou.
Forma humana e coração divino.
E ódio algum entrenhou-se em seu corpo de homem quando esteve vivo perambulando e pregando entre os seus naquela terra hostil (parodiando uma música: o amor, se você quiser, salva um dia).
Fácil matar afirmando que Deus o mandou fazer.
Mentira! Deus jamais enviaria uma mensagem destas.
O amor, seja qualquer um porque toda forma dele vale e valerá, pode salvar um dia, um tempo, uma região, um país, todos.