quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PIB DAS CIDADES, OBSERVAÇÕES

Ainda vasculhando os números do PIB divulgados no confuso sítio do IBGE (pelo passar dos anos, a confusão vai se perpetrar), o maior estado com participação - ainda que tenha perdido 0,4% de 2009 para 2010 - na riqueza do país é São Paulo, chegando a 33,1%.
O PIB é dividido em 4 setores: agropecuária, indústria, serviços e impostos, segundo a classificação do instituto; para se chegar ao resultado final, soma-se os quatro setores em seus sub-totais de cada um dos 5.564 municípios, mais Brasília (DF), unidade que possui status diferenciado. 
O PIB do Brasil calculado em 2010 foi de R$ 3,770 trilhões, agrupados a seguir por setor expressos em bilhões e em %:

Agropecuária
171.177.391
4,54
Indústria
905.852.191
24,03
Serviços
2.150.151.084
57,03
Impostos
542.904.204
14,40

O município de São Paulo com um valor de R$ 443,6 bilhões representa 35,61% sobre o total do Estado de São Paulo (R$ 1,247 trilhão) e 11,77% do total do Brasil. Analisando por cada um dos quatro setores da economia, a capital paulista representa, em números percentuais:

A- 0,011
I- 8,183
S- 13,485
Im- 14,644

O Rio de Janeiro com PIB total de R$ 190,2 bilhões vem a seguir com 5,05%, menos da metade do valor paulistano; depois aparecem Brasília, Curitiba e Belo Horizonte, na ordem.
Analisando os números, com o 'auxílio luxuoso' também do SEADE, pelo Brasil de norte a sul e de leste a oeste, encontramos cifras das mais representativas nos milhares de unidades administrativas em que somos divididos - do Oiapoque ao Chuí. Um exemplo é quando verificamos os municípios com PIB superior a R$ 1 bilhão. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul encabeçam as primeiras posições.


 >1bi

 >2bi

 >3bi

 >5bi
SP 124
SP 81
SP 61
SP 38
MG 57
MG 24
RJ 20
RJ 13
RS 43
RJ 24
MG 17
MG 10
RJ 37
RS 21
RS 14
PR 9
PR 27
PR 14
PR 10
RS 7
Out 150
Out 90
Out 63
Out 34
T 438
T 254
T 185
T 111

Valem ressaltar com relação às tabelas acima, Santa Catarina com 26, 13, 9 e 5 ainda na "fictícia" região Centro-Sul do Brasil, e a Bahia, primeiro estado do Nordeste em PIB e população, com 20, 13, 8 e 4 respectivamente. 

Na alto da lista, há a tabela com os valores da soma das riquezas que superam a marca dos R$ 10 bilhões. Paraíba, Sergipe, Rondônia, Amapá, Tocantins, Roraima e Acre estão fora deste seleto grupo.

>10bi
SP 15

RJ 7
MG 4
PR 3
RS 3
Out 20
T 52

Menções à Bahia, ao Espírito Santo, ao Pará, a Goiás e a Santa Catarina todos com 2 municípios que superam a cifra da tabela anterior. As demais unidades da Federação possuem apenas as capitais que produziram mais que o valor citado, exceção às mencionadas logo acima; Brasília com PIB de R$ 149,9 bilhões é o 3º maior na lista dos 5.565, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro, cravando 3,97% do total do país.
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VIAGEM CI - PULAR O MURO

Reprodução [sítio abaixo]

Em um pulo, o homem resolveu bater de frente
bateu com tudo e com todos, como uma animação de verdade;
e porque? 
para quem ainda não enxerga,
nega e ainda
tenta destruir a única
realidade possível enquanto
estivermos habitanto o pequeno 
planeta desta galáxia, é
bem difícil e tortuoso;
e seguem - aqueles que tapam os olhos - 
obscurecidos porque desejam que assim seja.

Porque bateu de frente e resolveu naquele pulo do gato 
de 7 vidas fazer a diferença - a única diferença - para
tratar de viver melhor como
merece, como divinizado pelo filho do Mestre.
Bem que todos queriam-no detido... E ele permitia tal
interdição sem ao menos demonstrar
uma luta tênue.
Um dia, quando o pulo lhe veio à mente
comandaram as rijas pernas cabeludas, nuas,
tesas, ele pulou
e foi correr depois do obstáculo
para operar a grande mudança

Que tornar-se-ia sua única possível:
felicidade, corpo, amor, ideias e prazeres.
Assim fez meio cambaleante no rigor físico que tudo demandava
sem que escurecesse o vigor
do coração em anseios e vontades
que de tão tristes que eram,
viram-se como a grande e nova redenção:
ele mesmo pode salvá-lo das maquinações,
das engrenagens,
dos bastiões morais em falso que são.
Ainda corre e de tão bem que corre, a felicidade o acompanha, 
nada usual para os que nem sequer olham do lado de lá do muro para pular.

http://www.11secondclub.com/forum/viewtopic.php?id=7032

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

VIAGEM C - A LUPA E O MANUAL CHINGLING

Reprodução [sítio abaixo]
Duro era ele aguentar ele próprio depois da aquisição da câmera moderna que comprara em uma revendedora autorizada, porque de chingling ele fartava-se a todo momento só de se mencionar qualquer palavra idioma gutural. Um ar evasivo compôs a compra pelo cartão de débito, porque parcelar ou crédito no futuro não lhes atraía em nada. 

"Eles querem mesmo se espalhar com tentáculos pelo mundo e dominar este mundo com suas técnicas de surrupiar ideias alheias, barateá-las ao custo de vidas por lá, que vale o mesmo que as execuções praticadas pelo partido comunista-maoísta, o infeliz contumaz que só vendo. Comunistas sem carácter que se assumiram capitalistas, tão vorazes como os daqui. Penso nas dezenas de milhões de camponeses desnutridos, sem-terra e tangidos com a foice o martelo. Que infortúnio! Porque devem mesmo ser infelizes ao ponto de ter que sair de lá, praticar espionagem, imitar e ainda nem aprender nada da cultura do país 'invadido' e cobrar o preço que praticam. Estes se perfilam ao lado dos 'bonzinhos' daqui que fazem o mesmo eficazmente. Comprei minha importada de lá, mas é original de fábrica, direto de Changai 2 vezes maior que São Paulo. Nem contrabandeada foi pela Ponte da Amizade Brasil-Paraguai. E o vendedor, chinês, me atendeu tão bem com uma educação que eu não experimentava havia tempos sem fim Fiz questão de procurar o gerente e elogiar o trabalho do vendedor para ele".

Incontestável tornara-se seu apreço em aprender as técnicas de domínio de câmera. Lia com avidez tudo sobre o assunto para que se fizesse melhor quando fosse aparecer nas gravações. Como comprara com tripé, facilitou-se para que ele gravasse como se fosse depoimento. O manual veio em português - uma surpresa - além do inglês e chinês mandarim, de com letras miúdas que o obrigaram a descer à loja de armarinhos e comprar uma lupa. Deve ser a vista cansada que acomete alguns que já enxergaram por tempos.
Quase um pequeno livro, o manual continha informações detalhadas, precisas nem por isto ele demorou-se menos do que o normal. Atrapalhava-se com os tais manuais de instrução desde que recebera quando criança aqueles jogos de montar "junte a peça A à B de cima para baixo e encaixe ambas em D, tendo antes colocado C ao lado de E". Confuso, ele fumava, tomava café e comia chocolate lendo com lupa o manual e um lápis na mão, tudo isto na garagem.

Bem, isto foi da primeira vez, porque se atrapalhado é característica primeira, a seguir vem o afinco em aprender e desenvolver todo o trabalho de ator(mentado) em frente à nova aquisição. Agora, dominando as técnicas, ele se enchai todo de orgulho por estar em seu papel favorito. 

"Eu mesmo, este é meu papel favorito. Ganho prêmios a toda hora só por eu ser assim, deste jeito assim, que livra o mundo de tudo o que é prepotente, fútil e outros adjetivos. Quem escreveu o roteiro? Que pergunta mais idiota e supérflua! o roteiro, direção, falas tudo eu que tornei real. Verdade, não estoou mentindo não. Porque a lupa? Nossa, tive dificuldade em ler esta porra de manual de letrinhas que mais parece aquele pega-trouxa em contratos elaborados por imobiliárias, nobres causídicos e congêneres. Também estão na lista de feitos realizados e a serem feitos, eles se proliferam... Ok, entendi, não devo tergiversar. Comprei o objeto aqui perto de casa e em posse ods óculos e da lupa, até em inglês eu consegui ler de passagem, mas o que me salvou de ter me comprado a câmera mês passado foi o manual vir em português. E com a lupa ninguém vai descobrir nada. Não entendeu? Refiro-me que nem mesmo o mais exemplar exercício de me rastrear não surtirá efeito, podem procurar até mesmo com esta grande lupa digital".

Finalizou, para que também não se esquecesse, que da próxima gravação contaria sobre o primeiro trabalho que fez, muitos anos atrás, com todos os detalhes que seriam possíves de serem recordados. O que pode ser adiantado livremente foi que fez de maneira rápida, uma escolha rápida e uma volta rápida para achar quem mereceu iniciar a série de 'melhorar o mundo'.

http://www.digitaltoyshop.co.uk/Eyelead_5x_magnifying_glass_with_LEDS_t2624_6792

domingo, 13 de janeiro de 2013

VIAGEM XCIX - TORNAR-SE UM ATOR(MENTADO)

Reprodução [sítio abaixo]
Poderia ele vir a ser um grande ator, em algum momento do futuro, ou ainda, ter sido, inadvertidamente, um ator no passado. Se fosse no futuro, dignar-se-ia a academia a indicá-lo ao oscar de melhor ator - o principal, nada de coadjuvante; no passado, viveria sobre os louros imperiais de receber, da mesma academia, um Oscar pelo "conjunto" da obra realizada ao longo de idade, já chegando à média idade. Ria e ria sem parar pensando na possibilidade de vestir um smoking de bom corte e caimento indefectível para receber a estatueta e proferir algumas palavras de um discurso (falso) modesto, com agradecimentos a somente ele mesmo. Quem sabe, mencionaria o incentivo recebido de gratidão do mundo por livrá-lo de alguns - frente à câmera de garagem - de seus piores pesadelos e de maneira rápida e rasteira.

Descendo os degraus na manhã de sol em São Paulo, os barulhos decorrentes matinais logo cedo já se faziam escutar: cachorros, motores e as vozes. 
Na garagem, recendendo a sarro de cigarro em um ambiente frio para a época, todas as janelas quedaram-se fechadas durante a madrugada. Tudo intacto, montado com maestria e boa vontade perfeccionista.
Mastingando o último naco de pão torrado e com um café na mão, vestindo uma calça de moletom e chinelos, procurou o tablete de chocolate comprado da anterior saída às ruas. Procura pelas estantes estranhamente limpas e sem mofo de qualquer espécie e nada; abriu o carro, vasculhou por todo o chão, embaixo do banco e nada de novo.
Antes de controlar-se, bufou algumas vezes; atingido o auto-controle, resolveu posar de ator(mentado) mais esta vez e posiciona a câmera gravando os papéis laminados amassados de chocolates comidos ontem. Para um novo depoimento sobre... Foi uma decisão tomada em um átimo. 

"Sendo assim, traído e atormentado logo de manhã, o remédio é sair e comprar um novo estoque de chocolate para a semana.Nao entendeu a traição? Sem chocolate, esta é a máxima traição! Desacredita? Só rindo mesmo! Vou ser mais generoso, sem medo e sem dó. O carro está, como sempre, cheirando a chocolate, com os bancos limpos, porém. Como? Não, claro que não vou sair assim. Poderia até, porque em vista do que a eu vejo por aí, estou mais vestido que muita gente que sai à rua. mas não, estou com um pouco de frio e preciso tomar um banho quente, fazer a barba e daí então... Sair pela minha cidade. Porque cedo agora? Ora, porque! Acabou meu chocolate e para aproveitar o passeio no domingo de finalmente sol, realizarei o trabalho com mais esmero ainda. Como podem ver, estou sem camisa, só com esta calça velha... Depois gravo mais, e até posso contar como foi. Desligando agora, chega de perguntas".

Dirigindo pela avenida Doutor Arnaldo, passa em frente às bancas de flores do cemitério com vaga podendo sentir o cheros delas misturado com folhagens e terra; desce a rua Cardeal Arcoverde até a avenida Henrique Schaumann. Havia um movimento maior para o horário de domingo e ele obervou com acuidade vivaz alguns possíveis alvos de seu trabalho dee mlehorar o mundo tão judiado e maltratado. E fez mais um favor e mais uma vez pensou que deveria, sim, receber um oscar de melhor atuação em todos os tempos. 
Cirurgicamente preciso, um valentão metido a qualquer coisa - que ele pôde comprovar - "caiu em suas graças" e o levou para longe dali, discursando sobre os perigos de ser m pré-histórico nos tempos mesmo em que ele vivia. 

Murchou alguns dos seus músculos sangrando-os, bifurcou a língua, atingiu as cordas vocais logrando calá-lo e por fim, empacotou o que sobrou em plástico bolha, pôs em um mala e enterrou na velha estrada de Santos. Como o rapaz era alto, suava feito porco para dar conta do recado. E deu, como sempre, igual ao melhor ator de todos os tempos, seja qual fosse. 

"Sou eu né? Eu sou o grande ator, porque faço e desfaço e ninguém sabe quando estou ator(mentado) e quando não estou. Representar e viver misturam-se e é bom que seja assim, porque satisfações são o que me move. Pode ser tudo igual mesmo; mais um motivo para eu ser e estar no primeiro lugar".

Assim fez e as horas que se seguiram foram proveitosas em não desperdiçá-las. Voltou com a estatueta na mão já no início da tarde. Ah, e também os chocolates, não esqueçam.

http://www.artflakes.com/en/products/the-tormented-man

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

62 - ALEATÓRIAS HISTÓRIAS - VITÓRIA CONTRA ELE MESMO

Reprodução [sítio abaixo]
Vinha de um passado de lutas inglórias, parecendo mesmo o grande vão do MASP - lutou em vão contra o que ele mesmo não desejava, mas que à época, nem tinha noção ao certo do que sentia de verdade. Então, decretou, tempos depois, que a guerra civil dele contra ele haveria de terminar tão logo esquecesse o que passou, tão logo depusesse as armas e tão logo suprimisse quem quer que fosse de sua vida. Desejando não desejar, querendo não querer, não houve trégua até o momento em que se auto-coroou - como o imbecil Napoleão - vencedor de si próprio. Durante muito tempo, a luta foi em vão, o maior do mundo, tal foi vão o citado acima.

Hoje, a vitória consolidada está, sem arroubos de lutas, de emboscadas, tampouco de estratégias para mitigar o sofrimento que (ainda) tem, já que humano é, tem lá suas vergonhas e soberbas. Igual ao restante dos 7 bilhões que povoam e pululam no super habotado planeta. Venceu as batalhas, perdeu algumas e a guerra foi ganha; meio tarde, porém em tempo de sublimar todo o passado e se lixar um tanto para o futuro - vale mesmo o presente de agora, hoje, neste minuto. 
Tem havido uma tranquilidade oceânica no que se refere a sentimentos pelos outros, o que vale dizer, por alguém em especial - sem especialidade por qualquer que seja. Isto também entra no balanço da guerra e a solidão lhe traz um alento de que vai bem, muito obrigado. A vontade de continuar assim o mantém, de maneira inequívoca, na estrada protegendo-se a si mesmo.

Concentração no trabalho, no dinheiro e, evidente é, em seus dis companheiros que fazem parte intensamente de sua pacata existência. Tirar de seu reto prumo, somente mesmo as questões da editora, as negociações com o autor do livro e as desigualdades que enxerga todo dia mundo afora, porque mundo adentro não há sequer alguma para contar a história. 
Sim, o que tem provocado dor de cabeça contumaz é quanto o ovo livro vai vender - "Meu amigo é um cachorro, meu amigo é um gato", do quase amigo veterinário do Felino e do Rex. Fazendo um raciocínio rápido e objetivo com base no lançamento do livro, as vendas deveriam compensar e muito todo o investimento - leia-se todos as despesas e o contrato assinado com o autor. 

Todo o estresses causado por este processo desanuviou-se no dia do lançamento em um grande espaço improvisado do lado de fora de uma livraria imponente de São Paulo. Gente bacana, imprensa, convidados muitos com seus bichos de estimação, comes, bebes e claro, os holofotes no autor. Ele, discretamente, sabedor da inebriante sensação de sucesso que vicia, pôs-se ao largo disto tudo e preferiu manter enterrada toda sua cruenta guerras de muitas batalhas para que ela não se reavivasse ali no local. "Melhor assim, continuo protegido de tudo e de todos". 

Em uma sexta-feira quase fria em pleno janeiro, postado à janela de sua sala, observando a cidade que parace ser infinita, uma ponta de saudade tem: aquela de ter saudade de alguém... Rapidamente desvia seu pensamento. Levanta-se, aborda seu secretário substituto que parece trabalhar melhor que a titular - agora em licença-maternidade - para repassar os compromissos da semana que vai entrar. 

--- Segunda-feira vai ser um dia tranquilo. Mas terça o senhor se prepare. Reunião de manhã e à tarde, esta com os representantes da Editora Portuguesa de Novas Letras. Tem também vistoria do novo parque gráfico da editora. A da manhã é para iniciarmos o balanço do ano de 2012.
--- Com você somente?
--- Sim, eu, o senhor e os arquivos em power-point que tanto nos deu trabalho. Foi uma guerra que mais parecia os escombros de Hiroshima.
--- Fácil esta! Nem guerra foi. Lançaram a bomba e pronto, acabou-se. Preocupo-me com este balanço aí. Terça você não tem que fazer os exames, aqueles que me falou no início da semana e que não pode ser mais adiado?
--- Exato. São estes mesmos.
--- Vamos transferir nossa reunião para segunda-feira. Está tudo pronto e vai ser melhor assim a gente mata o inimigo logo de cara. E estou ansioso para analisar os números e apresentar ao poderoso-chefão do andar de cima. Ele tem me cobrado.
--- Eu sei. Por mim, combinado está.

No fim do dia, absorto pelo caminho de volta e porque é começo de fim de semana, seu passeio de retorno ao castelo intransponível será um pouco mais demorado. Um chope gelado no bar-restaurante da esquina do trabalho o acolherá bem, sem grandes expectativas. Entrando, ele vê casais, turmas e soltitários de todos os matizes aglomerando-se em volta de mesas e encarapitados em banquinhos de balcão, lugar preferido dele. E tem sorte, porque nem a metade deles está ocupada .

"Aqui estou enquanto deveria estar em meu castelo que ninguém vence. Parei por causa da sede, mas pela sede, eu poderia comprar uma lata de qualquer coisa e continuar meu caminho de volta. Resolvi parar aqui para ver como o mundo gira sem minha efetiva participação. Beijos, abraços, afagos, cochichos, juras e muito álcool. Que mistura insana! Alguns casais recém feitos, outros de longa data. Aquele do canto direito, ambos com aliança e com uma proximidade visível devem estar em paz incendiária. Ali - que espaço democrático - outro casal, formado por 2 homens, gays, é óbvio. Também de mãos dadas, sorriem sem parar um para o outro. Chamaram o garçom para trazer-lhes a conta. Devem estar com pressa para ficarem a sós. Um grupo de amigos que mistura engravatados como eu, mulheres de terninho e um 'parabéns pra você' a uma delas. 

Uma mensagem por celular chega depois de ficar por lá quase uma hora, com dia já escurecendo, do amigo de sorriso metálico querendo saber onde ele está. Responde e em 10 minutos ele o encontra e senta-se no banco ao lado. Mais dois chopes, o dele acompanhado de um copo de água gelada porque o ajuda a não perder a conta nem a batalha pela sanidade. E igual da outra vez, conversarão por longo tempo, sem papas na língua perdendo a noção do tempo; talvez a única guerra que ele possa ser vencido.

http://www.architexting.com/architecture-in-pink-women-in-architecture

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

61 - ALEATÓRIAS HISTÓRIAS - QUEM ESTÁ ESPIANDO?

Reprodução [sítio abaixo]
Logo que ele se levanta, escancara a janela dividida em duas para entrar o ar da manhã de verão. O sol vai demorar para adentrar no espeço porque o prédio da frente, meio de esgueio, faz sombra em seu andar. Vendendo saúde física e talvez, por consignação, a saúde mental, dirige-se à sala com seus dois companheiros atarefados em lhe seguir por onde quer que fosse. Abre a porta da sacada. Volta-se para o banheiro e um longo e carregado alívio é despejado, esvaziando sua bexiga túrgida. 

Café, comida para Felino e Rex, banho quase frio, sem secar depois, caminha pela casa com a xícara na mão ainda nu. De resvalo, vê, pela primeira vez, que alguém o olha pelo prédio vizinho, meio escondido, porém não suficiente para se camuflar atrás da cortina carregada de rococós. Para meio delado para tentar decifrar que é a pessoa que insiste em espioná-lo. Um homem? Uma mulher? Casado? Casada? Ou solteiro (a). O que acontece, sendo sincero, se traduz para ele no fato de não fazer diferença quem seja porque atitude alguma ele ir´pa fazer, tampouco mudará seu habito de caminhar pelado, à mostra, balançando, pêlos, com a o café na mão... Em razão de alguém o espiar.
De jeito nenhum.

"Como não notei isto antes? Hum... Acho que o apto ficou para alugar um bom tempo, tanto que, mês passado, ou antes até, eu vi a placa de 'aluga-se' na portaria e fui perguntar, por curiosidade, quanto era e como era o apartamento. Pelo visto alguém alugou e está me espionando".

Cedo que é, leva o príncipe herdeiro para passear, fazer o quadrado no trapézio que é seu quarteirão. Coisa rápida, só para o Rex ficar contente e dar um pouco de sossego para o Felino.  
"Até parece! Imagino que o conselheiro-mor, quando está de saco cheio, sobe na estante e deixa o Rex lá embaixo, arfando, abanando o rabo, implorando por atenção. E ele, gato que é, olha com desdém e enfado para tal cena. Vejo isto acontecer quase todo dia. Até a hora que ele pula lá de cima em cima do Rex e reinicia a brincadeira. mas ele que decide quando termina e quando começa".

Voltando, quase para entrar em seu prédio, ele se vira, atravessa a rua e vai falar com o porteiro do edifício da frente, conhecido dele. A placa de 'aluga-se' ainda está lá, meio caída.
--- Bom dia. 
--- Bom dia. Como o senhor está? E o cachorrão aí?
--- Ah, este sempre está bem! Come de graça, brinca de graça e ainda levo para passear de graça.
--- Sim, vida boa!
--- Escuta, queria te perguntar. O apartamento do 11º andar, de frente para rua, da esquerda... Foi alugado já? Porque tenho uma amiga que está interessada em apartamentos aqui pelo bairro.
--- Não, está para alugar.
Ficou meio desconcertado com a resposta.
--- Pergunto porque... Sabe né? Do meu dá para ver a sala e quarto todos dele. E como hoje está tudo aberto, pensei que tinha gente morando já nele.
--- Entendi. O senhor deve ter visto alguém sim. A equipe de limpeza e manutenção está lá. As faxineiras e dois contratados para verificar o taco, parece que vão passar verniz, algo assim. É grande, três quartos, todos suítes, duas sala, armários embutidos, net ligada.
--- Sei, sei. Ok, então vou falar para a minha amiga que ainda não foi alugado.
--- Fala para ele vir falar comigo. A chave fica aqui e como eu conheço o senhor nem preciso ligar para a imobiliária. Qual o nome dela?
Não pensou nisto antes e depois de alguns segundos, responde.
--- Cláudia Torres Ribeiro. É uma morena, alta. Pode deixar, vou ligar peço para ela vir falar com você. Obrigado e bom dia de trabalho.
--- Pode deixar, eu atendo sua amiga. Até anotei o nome no meu caderno aqui. Bom dia também para o senhor. Tchau Rex!
E Rex abana o rabo, como de costume.


No elevador, ele se concentra no dia que está por vir, que será longo e cheio de compromissos até a noite. Entra em casa, vai ao banho e se desliga do "espião" do prédio vizinho. Ele tem mais o que fazer. Mas, esboçando um sorriso, ficou satisfeito e cheio de graça em saber que desperta a curiosidade humana.

http://jacjewelry.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html

domingo, 6 de janeiro de 2013

VIAGEM XCVIII - MAIS UM DEPOIMENTO

Reprodução [sítio abaixo]
Quando passeava de manhã pelas avenidas mortas de São Paulo, em um domingo de garoa fina com seu semi-novo sedã de velho, com as 4p é claro, ele divagava sobre o depoimento que dera em frente à câmera montada em um tripé na garagem bagunçada que mantinha em seu sobrado amplo e antigo no bairro da Aclimação, na parte "velha" deste bairro.

"O depoimento é para mim mesmo, ao contrário do quer alguns poderiam achar se soubessem que existe a tal gravação. Sim, é só para mim, porque interesse nenhum tenho em mostrar como sou e o que falo para o mundo. O mundo já anda bem assoberbado de informações de todos os cantos do redondo planeta, algumas desencontradas e outras inverossímeis. Minas informações contidas são desnecessárias. Então, não! Eu gravo e passadas algumas horas eu já apago, excluo, ou mesmo destruo o dvd. Digital sim, afinal eu moro em São Paulo, em um tempo de digital, portanto, nada mais natural. Ficou legal o depoimento... Ou melhor, os dois que fiz até agora. Nem copiei nada, porque não precisa..."

As informações não se fazem necessárias, mas seu trabalho sim. E cada vez mais, ele fazia com afinco para ser certeiro sempre. Bem, isto ele sempre fora, com índice de 100% de acertos, tanto na escolha dos alvos, como também na realização de finalizar os mesmos. Verdade, que como sabem, ele não possuía critérios, no entanto, menores de 16 anos passavam ao largo de seu trabalho. E só, porque no outro extremo, sem limite de idade, nem de cor, nem de religião, nem de gênero, nem de orientação sexual, nem de classe econômica, nem de geografia. Nem de nada.
Passeando pela Zona Oeste, quase chegou em Osasco. Decidiu voltar, mesmo que não tivesse realizado àquela manhã nenhum "esforço". Apenas, uma facilidade de encontrar um grupo de mulheres putas ricas, saindo de uma padaria "chique". Pegou a mais rica e puta delas, segundo analisara na hora. foi bem fácil. E foi bem rápido. Em razão deste fato, voltou para casa ansioso.

Na garagem, tudo permancera como antes: câmera montada, janelas e porta fechadas, luz intensa e até a chuva resolveu colaborar. Desta vez, peripateticamente, andava para um lado e para outro o que faz com que saísse do ângulo de filmagem. Depois que viu, gostou porque sua voz grave e um tanto rouca, ficou clara em todos os momentos.

"Olha, como eu fiz hoje? Bem, quase que nem vou sabia. Ah, porque eu agora estou com esta febre de gravar depoimentos aqui em casa e fico revendo várias vezes. Estudando o que devo melhorar ou não. Uma coisa que percebi... O que? Calma, eu vou falar, descrever como eu fiz. Voltando, da próxima vez, vou usar terno e gravata só para dar um ar mais solene e parecer mais insolente ainda. Ok, ok! Fiz assim: perguntei onde havia uma loja de grife italiana aqui em São Paulo, com meu sotaque falso de espanhol e ela se derreteu toda. Como eu previra. Aí, fiz que não entendia muito do que ela explicava... Pedi, por gentileza, que me indicasse o caminho de carro que eu a seguiria. Foi fácil, porque passamos em uma área quase deserta de galpões ainda longe da tal loja, paramos em um sinal demorado. Injetei o tranquilizante rápido, amarrei rápido e então, fiz o que tinha que fazer. Como? Claro que não! Eu não sou um predador sexual. Não sou um estuprador! Chega, parei com esta conversa por aqui".

Depois de terminar e ver o resultado - que gostou muito - subiu para casa pelos degraus que rangiam e descansou na grande cama de casal seu corpo cansado e pesado. pesadamente dormiu como um justo que de fato julgava ser. Antes de cair no sono, pensou que se todos soubessem, no futuro, seria idolatrado. 
"Quem sabe...".

http://www.unfinishedman.com/dual-cam-dashboard-camerarecording-fender-benders/

sábado, 5 de janeiro de 2013

VEÍCULOS MAIS VENDIDOS EM 2012

Disponibilizo aqui a lista dos 30 carros mais vendidos no território brasileiro, entre nacionais e importados, ao longo do ano de 2012; inclui carros, peruas, vans, monovolumes e SUVs. A lista completa e bastante detalhada pode ser acessada no link da FENABRAVE: http://www.fenabrave.com.br/principal/home/?sistema=conteudos|conteudo&id_conteudo=1#conteudo.

1
Gol
293.295
2
Uno
255.842
3
Palio
186.385
4
Fox¹
167.886
5
Celta
137.620
6
Fiesta²
123.867
7
Strada
117.455
8
Siena
103.548
9
Corsa Sd
98.552
10
Sandero
98.442
11
Voyage
96.395
12
Cobalt
66.655
13
Saveiro
66.446
14
Ka
56.932
15
Corolla
56.395
16
Agile
54.046
17
Civic
50.492
18
Montana
48.474
19
S10
47.717
20
Duster
46.896
21
Punto
42.363
22
Cruze Sd
39.530
23
Hilux
38.884
24
Fit
38.625
25
Ecosport
38.285
26
Fiesta Sd
37.209
27
Prisma
34.932
28
C3
34.923
29
Logan
33.910
30
March
33.149


TOTAL
2.545.150

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VIAGEM XCVII - 31 MAIS ALGUNS

31 depois de muitos...
mais virão, mais 365
um para mim e quero o dois para alguém
para formar
mais que 31, 
entrelaçados.
Mais algumas coisas de nós,
alguns outros para povoarem
e os 2, que somos eu e você.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

VIAGEM XCVI - PELOS LUGARES

Reproduçao, nascer do sol do espaço [sítio abaixo]
Andar e voltar por tantos lugares, 
em todos os continentes conhecendo suas gente e talvez alguns amores. 
Nuuk, 
Ascensão,
Punta Arenas
Cruzeiro do Sul,
Vladisvostok,
Sagres.

Para experimentar sabores,
todos, poucos, raros e comuns,
cores escuras, claras, entre elas 
e sentir aromas, 
fortes, doces, 
acres e densos.
De dia, à noite, madrugada, tarde.

Conhecer gente o que a gente fez do lugar desta gente
Agora, presente em 
São Paulo,
Sidnei,
Nápoles, 
Luanda,
Seul,
Nova York

Viajar para conhecer gente do passado
e ver a história sendo feita, contemplativamente,
gregos,
romanos
turcos-otomanos,
portugueses,
espanhóis,
ingleses,
americanos

Estar por ali/por lá, 
tempo mais atrás/mais à frente, 
frio/calor, chuva/sol,
 muita gente/pouca gente
vendo, ouvindo, intergindo,
tateando, gostando e amando.

http://www.unspeakable.org/gallery/wallpapers/Space/Planet-Earth/normal_3-Planet-Earth-Sunrise-2560x1600