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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MARTÍNI AO PÔR-DO-SOL

PARA O RESTO É DUREZA!
Começo com versos de uma música do Dylan que me parece apropriada para os dias de hoje, dias de agosto nada usuais: úmidos e sem vento.
“Now all the criminals in their coats and their ties,
Are free to drink martinis and watch the sun rise”
A música de Bob Dylan escrita no longínquo ano de 1975 não envelheceu...
Será que chegamos a um fracasso retumbante e “tsunâmico” da sociedade formada pelos homo homo sapiens?
Tanta iniqüidade parece justificar a gana e os ganhos que alguns têm aqui e em todo o mundo. Às margens do Paranoá, a baixaria corre célere; solta como criança no quintal. O decoro passa longe e os decanos parecem ser os piores. Os mais novos são fiéis seguidores. E os atos secretos, apadrinhamentos, e os “eu repilo”, os “vossa excelência” seriam patéticos se não fossem um escracho sem tamanho!
Alguns tomam seus martínis às margens do Paranoá observando o lindo poente do cerrado que envolve Brasília.
Alguns querem a seco... Outros com gelo.
Mas todos querem entrar para a súcia. E ver o pôr-do-sol mais poderoso destes confins sul-americanos. Para o restante é só dureza. “Ferro neles!”.
(a letra da música refere-se a um fato histórico no EUA... Quem quiser ver: http://vagalume.uol.com.br/bob-dylan/hurricane.html

domingo, 19 de julho de 2009

ACIMA DE TUDO E DE TODOS?

PORQUE O SENADOR NÃO PODE SER JULGADO COMO QUALQUER OUTRO MORTAL?
O que o presidente boquirroto diz do velho senador do Maranhão – ops, agora ele tem domicílio eleitoral no Amapá; pobres amapaenses! – é que ele não pode ser julgado como uma pessoa comum. Ele, o Nosso Guia como afirma um jornalista da Folha de São Paulo, julga que os méritos do senador José Sarney (mas quais?) são altamente louváveis e que por isto não se aplica a ele, o senador, o que se aplica a nós, os pobres mortais pagadores de impostos: a lei. Que arranca o couro dos relés 130 milhões de eleitores.
Há um antigo ditado romano que cabe à perfeição neste caso: “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”.
Lula parece estar desarvorado por completo. Surfando em altos índices de popularidade (dois em cada três brasileiros aprovam sua ‘pessoa’), ele se arvorou no direito de dizer impropriedades desapropriadas de qualquer fundamento lógico e ético. Ora, porque Sarney não pode ser julgado como uma pessoa comum? Repito a pergunta... Por quê?
No que ele é melhor que eu? Que você? Porque ele é melhor?
Um político que promoveu o regime militar até 1984, que usufruiu da benesse de ser nomeado governador biônico, depois governador eleito, senador por outro estado e não nos esqueçamos do período por ele governado de 1985 a 1990, cujo cargo foi o mais alto da República: a presidência. E ele gostou de sentar o traseiro na cadeira de primeiro mandatário: conseguiu a prorrogação de seu mandato em mais 365 dias. Político é tudo igual mesmo: se deleitam com o poder; atingem o êxtase.
Lembram-se da hiperinflação de fins de 1989 até 1990? Bem, eu lembro com exatidão: tínhamos que comprar gêneros de primeira necessidade na primeira oportunidade, caso contrário, o preço X de uma mercadoria Y de manhã, transformava-se tal um passe de mágica presidencial, em preço XX da mesma mercadoria Y no vespertina. No outro dia o preço era XXX... E assim ia...
E agora, pulando para o século XXI, 2009, existem os atos secretos do Senado. Porque secretos? Eu como eleitor, contribuinte e que, portanto, pago o salário do nobilíssimo senador e outros afins, exijo saber destes atos todos!
Que acordos são estes dos velhos senadores?
E porque Lula, um democrata forjado nas lutas sindicais, fala que Sarney não pode ser julgado como as outras pessoas? Onde ele aprendeu isto? Nas greves de 1978 e 1979 é que não foi. Terá sido no poder?
Presidente: o senhor está completamente equivocado.
Em contraponto “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”, lanço o “dura é a lei, mas é a lei”. Serve para mim, para o meu vizinho, para a minha família, para você, para os senadores, deputados, serve para a classe política e serve para o presidente.
Ninguém esta acima da lei, assim reza a Constituição da República Federativa do Brasil (será que o senador pelo Amapá – pobre Amapá – pensa que ele e sua simpática trupe estão acima da lei?).