segunda-feira, 23 de maio de 2011

SÃO PAULO QUE EU ADORO TANTO

Janela aberta ao Planeta
Azul do céu hoje está desperto iluminando aqui os habitantes da cidade de São Paulo sem escolher quem ou onde. Pode ser lá no Grajaú ou em Vila Nova Conceição, passando pela República e chegando até ao Jaçanã. São Paulo, abstraindo sobre o tal céu que não tem preconceito, é um urbe que abriga mal ou bem a todOS; mas abriga.
Gente de todo o lugar do mundo e do Brasil. No último censo feito pelo IBGE foram listadas mais de 130 nacionalidades de pessoas que aqui vivem. 130! É muita gente diferente. Portugal, Espanha, Itália, Argentina, Paraguai, Nigéria, Estados Unidos, França, Japão; ainda têm Bolívia Coreia do Sul, Angola, Líbano, Alemanha, Israel... Estas são algumas das nacionalides que logo nos lembramos.
Porém, há gente aqui da Guatemala, Canadá, Romênia, Ucrânia, Egito, Vietnã, Índia, Arábia Saudita, Senegal, Marrocos, Austrália. Estranhos? E o que falar da Namíbia, Suécia, Cazaquistão...
Vejo a diversidade paulistana como o maior símbolo desta cidade que, ao contrários de algumas, não é ensimesmada no próprio umbigo. São Paulo não tem uma cultura tão-somente, não tem um tipo seja lá do que for; cosmopolita creio que seja o melhor adjetivo para substantivar o "paulistano".
Não falei sobre os brasileiros que vivem aqui; tem gente de todo o lugar do Brasil! Cidades que nunca ouviríamos falar e que aqui estão representadas.
E eu, do interior, a 160 km daqui, de Piracicaba "que eu adoro tanto...", somos centenas de milhares de "caipiras". Bom, contando que São Paulo tem 11,2 milhões de habitantes é bem provável que cheguemos a mais de milhão.
Tenho tesão nesta cidade. Aqui cada um pode escolher ser cidadão do mundo.
ps- O título eu emprestei do hino de Piracicaba

domingo, 22 de maio de 2011

041 - O ESPELHO DE NARCISO, 4 VEZES

Manhã, outono o sol entra pela fresta cuidadosamente entreaberta. Pode sentir o cheiro da manhã, da feira de domingo na rua detrás. A noite havia sido fria enrolado todo ele edredons até pesaram sob o corpo desnudo e eriçado pela estação. 
"Vou mudar este espelho de lugar. Toda vez que acordo, já me olho antes de sair da cama. Cara amassada e barba por fazer. Apesar que... foda não é. Se tivesse nascido na Grécia poderia olhar um lago de água bem clara, ou à margem de um rio tranquilo. Aí sim, eu me veria e valoraria o que deve ser valorizado. Pelo menos é o que as pessoas valorizam. O Simão diz que é mas que também não é. Disse para ele que eu não havia entendido nada e que minha mente andava meio esquálida de neirônios".
Estralou os dedos dos pés para baixo e para cima. Espreguiçou-se, levantou e deixou a cama onde passara algumas horas, sem dormir, remoendo estes mitos "narcísicos" sem enquadramento real na vida. 
"Apesar que muita gente quereria se enquadrar neste conceito aí de estética. Eu mesmo, porque se $ não tenho, teria que para vencer pela estampa, que se não é fina, é resistente. Melhor, resiliente. Bem, poderia ser uma estampa linda. 
Homem branco, heterossesxual, rico, bonito. Sempre falo para o meu amigo primeiro Simão que estes 4 predicados podem levantar qualquer pessoa, definir carreiras e, só se o cara for muito tapado, acumular mais e mais dinheiro. Deve ser fácil ter estes 4 atributos. Tem gente hipócrita que diz que não é bem assim.
Não é assim o cacete! 
E são os próprios, os caras que possuem os 4. Idiotas; os babacas, falam isto porque querem aparecer como 'altruístas', bonzinhos e que venceram também pelo intelecto.
Piada, a do ano. Não que sejam incapazes, mesmo porque para se ter $ tem que se ter boa dose de sinapses. Venceram porque, antes, previamente... Foram aquinhoados (nossa, palavra feia hein Duílio!) com os 4 atributos de Narciso. São todos dele.
fica mais fácil, mais promissor".
Café amaríssimo e o telefone tocou. Claro, Simão do outro lado convidando-o a almoçar mais tarde.
O espelho estava lá e a figura que refletida e se via, via que para ele Narciso foi meio amador.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ensaio poético

nas noites dos invernos de minha vida
tantos sozinho que nem me lembro mais como é deitar em uma 
cama quente
do calor de quem se ama.
Vejo que o tempo passa e no inverno ele passa com mais vagar
que em uma futura velhice ficaria de bom tamanho
mas agora, o tempo no frio paulistano faz o tempo passar com vagar
e o frio dói consumindo... Consumindo.
Corta pele como a lâmina do mármore que 
está ali, no museu em frente ao meu apartamento
fina, gelada, sempre ali... Esperando, pacienciosa
fez um acordo com o tempo neste tempo de frio - lentamente vigiar a minha vida
fazendo-me soer que nos próximos que virão
serão como aquela lâmina
fria e gelada.
Estática só ali mesmo, me assistindo de um local que não posso chegar.
Na cama fria coberta por edredons de volume gordo 
que amontoados poderiam ser um corpo, uma pessoa, meu amor;
quando eu chego em casa e eles estão ali, iguais, estáticos e gelados - como
no acordar, espreguiçar, levantar e sentir o frio nos pés - horas
a esperar que eu me deite e possa então aquecer a cama;
bato os olhos pela janela e vejo o mármore frio refletindo a garoa sob a luz do poste, 
não há ninguém lá fora.
Tiro a roupa, me embrenho entre os edredons
e também sem ninguém me faço dormir.
Não há ninguém aqui dentro. 

sábado, 14 de maio de 2011

MAIS UMA DOS HOMO HOMO SAPIENS

Preconceitos de baciada
Lista que vem desde não sei quando, se na Grécia, na Mesopotâmia, na China, na Índia, com antigos celtas, nos Andes... não sei onde surgiu; acho que surgiu quando o homem teve a racionalidade e claro, para dominar o território, usado desta criou/absorveu/determinou preconceitos. A lista vem longa também, para todos os gostos e implicações. Ah é, porque há implicações e sérias.
Existem alguns que são determinados por... Pela geografia:
nordestinos aqui em São Paulo, Rio e no Sul; ou nós mesmo em algum país mais desenvolvido.
Também pela cor de pele. O racismo.
Xenofobia, homofobia (que coisa estranha, de gente prepotente), misoginia.
Gordos, feios, magros.
Cabeludos, carecas, albinos.
Cadeirantes, cegos, surdos, mudos.
Deficientes físicos, mentais.
Síndrome de Down.
Contra os animais: domésticos ou não. A gente judia né? Avilta a dignidade do bicho.
Contra os ecologistas. Fumantes.
Esquizofrênicos.
Religiosos.
Os belos e belas.
Pobre, ricos.
Contra o novo, contra mudança.
Crianças, velhinhos: quanto descaso, quanto "que se lixem".
É, a lista é bem longa, é antiga e só faz aumentar.

VIAGEM II

ele, para tudo no mundo:
verbalizar, vestir
visualizar e verter;
virar e vagar.
Velejando com vistas para o Atlântico
porque a terra
visceralmente reduziu sua alma.
Valoroso homem, de um virtuosismo
que derrama determinação varrendo os vultos
de um antes vespertino ranço,
logo agora, em um voleio,
com vistas para o Atlântico.
Noite - vastidão épica - ele viu
um caminho já vivido
voou então a mente
para lá
varreu toda a desconfiança.
Determinação viigora como um viga
estendida em um navio ao soberbo Atlântico.
Ele, quando vivia o vezo de olhar para a terra,
ver por baixo
ver embaixo.
agora vergastara aquela vertigem de volver
a ser criança.
Não, "isto não pode vencer".
Hoje, vigia sua mente
e rumo validado
vidrado
na verdade que hoje
constrói, vivendo dia após dia.
Vincando sua nova forma.
A melhor. A vermelha.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

040 - MUNDO, VASTO MUNDO PARA OS QUE TÊM $

No meio da manhã meio de outono em que o sol dava um canja para o tempo nublado, Duílio teve um acesso de depressão, costumeira em certas circunstâncias. Sentiu-se só e amargo como a bílis fabricada dentro dele e por vezes expelida garganta afora; tudo para esquecer tudo. 
Como dizia seu amigo Simão - que nunca sentia solidão -, o mundo é assim mesmo e está dividido entre os que têm capital (marxista!) e os que têm "tão-somente" a força de trabalho, no que Duílio intuía então que felicidade para ele quedara-se em um patamar muito superior de onde ele poderia (ou quereria) alcançar. 
"Será mesmo que esta divisão é determinante? Se for assim, então eu não tenho jeito e tenho que me acostumar à crises depresssivas em qualquer lugar que eu esteja porque $ eu não tenho... Então, fodeu?. 
Bom, o que tem sido durante estes anos de 'fantasia' e que agora eu tenho tentado me desvencilhar tem sido mais difícil ainda. Cacete! Então eu deveria ter ficado na fantasia, mesmo que seja um mundo de mentira, mas é a minha mentira e convivo bem lehor com ela do que com esta verdade apresentada a mim pelos outros convivas de planeta Terra. 
Cacete!
As pessoas são o que são mesmo, sem tirar nem pôr. E eu que me acostume com isto.
Quando que eu fui eu mesmo, do jeito qeu eu gostaria de ser? Acho que em momentos de entorpecimento, de estado de 'tudo está bem e eu sou o melhor am algo, eu sou desejado...'.
Na verdade, ali nua e crua, dura, $ ia me ajudar muito. Espantava esta realidade filha da puta e criava a minha. O $ pode tudo sim e o que ele não pode, ele ignora... Que nada, ele esmaga".
A manhã findava-se e o terceiro copo de café forte sem açúcar ingerira. Olhou para a carteira e viu alguns reais.
"Melhor mesmo é o $: martelo a solidão e compro quem eu quiser. E aos detratores que afirmam que $ não compra tudo: que se ferrem todos vocês. Já reparou que quem fala isto é sempre os endinheirados... Canalhas".
Simão ligou em seguida e notou a voz do amigo diferente. Convidou-o para sair à noite e comprar as roupas que ele - Simão - precisaria para a viagem a Lisboa a trabalho e para o percurso do Minho até o Algarves, a passeio claro. Vasto Portugal para ele.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O BARBUDO SE FOI

Tomara que seja verdade, a absoluta verdade
Mataram o Osama. Acho que não vai adiantar muito porque sempre haverá outro para ocupar seu lugar e isto é claro como o fogo das Torres Gêmeas. 
(pensei em expressar meu HORROR ao ataque em um substantivo, ou ainda, ele junto a um adjetivo. Não achei uma expressão que possa)
Como seres humanos mesquinhos que somos (estou me incluindo) confesso que foi uma espécie de vingança, um "bem-feito para você, seu idiota!". Só que isto desanuviou como veio: um relâmpago.
Tem gente no Paquistão que já está protestando contra a ação dos "herois" americanos. 
Fazendo um inflexão.
O meu Deus é de misericóridia. Justo, sem dúvida alguma. E misericordioso como só Ele mesmo haveria de ser; e seu filho Jesus Cristo - este foi O CARA - ensinou o bem, andou com a dita escória e nunca fez diferença entre os seres.
É, será que os fundamentalistas islâmicos vão dominar a luta pela opinião pública dentro do islamismo?
Não pode. Não deve ser. Vai ser bem ferrado pensar que isto pode acontecer. E cadê a opinião dos outros líderes dos muçulmanos a respeito do fundamentalismo?
Voltando da inflexão.
Mataram o cara e olha, se for verdade, menos mal.
Sou cristão e Ele nunca disse que eu deveria matar inocentes ou qualquer que seja em nome Dele. Nunca aprendi isto. 
Ele não é assim.
ps1- (o lance é que o barbudo pode se tornar um mártir e isto é o pior pesadelo)
ps2 - (quanto à expressão creio que eu posso dizer que depois de tudo - da repulsa, da ira, da emoção, do choro, da preocupação, da dúvida do porquê daquilo - sobreveio uma tristeza)

sábado, 30 de abril de 2011

BICHOS, CLARO!

Sem cachorro
Porque? Porque o cachorro é o bicho mais. ele não vai entrar na lista. Seria o número 0? è mesmo uma descarga de serotonina... não. Não me lembro. Mas quando se olha para a cara de um cachorro é uma alegria instantânea. A Mel, por exemplo, é uma coisa mais rica deste mundo! Eu olho para ela e naquele instante, no átimo, fico feliz.
Vamos lá.
Bichos:
01 - leão
02- lobo
03- tigre
04- rinoceronte
05 - urso polar
06- onça
07- golfinho
08- avestruz
09- canguru
10- girafa
11- tartaruga
12- gato

CIDADES

Não sei qual a primeira, na real, sem choro, nem vela. Tenho uma lista agora, mas que muda, pode mudar... Vou tentar.
Métropoles:
01- Roma
02- Lisboa
03- Londres
04- Madri
05- Nova York
06- São Francisco
07- Atenas
08- Berlim
09- Milão
10- Barcelona
11- Istambul
12- Paris

ROL PELA TERRA

Dúzia
01- Brasil
02- Itália¹
03- Espanha²
04- Portugal
05- Grécia
06- Estados Unidos
07- Inglaterra
08- Romênia
09- Cuba
10- Argentina
11- Turquia
12- Alemanha