quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MAIORES EM 2008

> PIBs MUNICIPAIS
Um rol pequeno do enorme 5.565 dos maiores, aqueles que + produziram; os PIBs municipais. São Paulo, primeiro lugar claro, detém 11,78% de tudo que foi produzido no Brasil em 2008 - que somou, arredondando R$ 3,031 bilhões [ou R$ 3.031.864.490.410]. Os dados são do IBGE e os valores expressos em bilhões de reais:
01) São Paulo - 357.116.681,3 (R$ 357.116.681.330 bilhões)
02) Rio de Janeiro - 154.777.300,5
03) Brasília - 117.571951,7
04) Curitiba - 43.319.254,0
05) Belo Horizonte - 42.151.107,7
06) Manaus - 38.116.495,4
07) Porto Alegre - 36.774.703,9
08) Duque de Caxias - 32.266.475,6
09) Guarulhos - 31.966.247,0
10) Osasco - 30.024.366.,2
11) São Bernardo do Campo  - 29.872.572,0
12) Salvador - 29.688.442,2
13) Campinas - 29.363.064,2
14) Campos dos Goytacazes - 29.125.709,2
15) Fortaleza - 28.350.622,4
16) Barueri - 26.994.699,7
17) Betim - 25.314.345,6
18) Santos - 24.614.406,1
19) Vitória - 22.694.461,3
20) Recife - 22.452.491,7
21) São José dos Campos - 20.718.594,7
22) Goiânia - 19.457.328,2
23) Belém - 15.316.130,1
24) Jundiaí - 15.106.548,9
25) Contagem - 14.869.759,0
Piracicaba, também no estado de São Paulo, com R$ 8,85 bi, ocupa a 46ª posição; maior que algumas capitais também maiores em população: Natal, Florianópolis, João Pessoa, Teresina, Aracaju e de outras capitais como Porto Velho; este valor é maior também que algumas cidades que possuem população maior que a de Piracicaba: Nova Iguaçu (RJ), São Gonçalo (RJ), Londrina (PR), São José do Rio Preto (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Feira de Santana (BA), Vila Velha (ES), Campina Grande (PB), Ananindeua (PA), só para 'citar' (rsrsrsrs).
Lista completa dos 5.564 + Brasília no link aí embaixo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CENSO 2010 - RESULTADO FINAL

Ainda não somos 200 milhões
Somos agora 190.732.694 de brasileiros habitanto do Caburaí ao Chuí, de Contamana, a Ponta do Seixas; sem esquecer claro das "possessões" no Atlântico: Fernando de Noronha, Trindade, Martim Vaz, Rochedos de São Pedro e São Paulo, e Atol das Rocas.
Toda esta população está distribuída de forma irregular pela terra brazilis com o litoral densamento povoado em quase sua totalidade enquanto o interior restante possue ilhas de forte adensamento populacional, como Brasília/Goiânia, Campo Grande, Manaus, Londrina/Maringá e alguns outros. O interior do Estado de São Paulo é um caso à parte porque todo este território tem uma média acima da nacional com cidades várias com mais de 300 mil habitantes, sendo que 5 têm mais de 500 mil. A Região Metropolitana de Campinas, por exemplo, contabiliza quase 3 milhões de habitantes.
O Estado de São Paulo (que sofre forte preconceito, genericamente falando, por parte de outros Estados...) continua a manter a liderança no total da população.
Vai a lista das 27 UFs:
01) São Paulo - 41.252.160
02) Minas Gerais - 19.595.309
03) Rio de Janeiro - 15.993.583
04) Bahia 14.021.432
05) Rio Grande do Sul - 10.695.532
06) Paraná - 10.439.601
07) Pernambuco- 8.796.032
08) Ceará - 8.448.055
09) Pará - 7.588.078
10) Maranhão - 6.569.683
11) Santa Catarina - 6.249.682
12) Goiás - 6.004.045
13) Paraíba - 3.766.834
14) Espírito Santo - 3.512.672
15) Amazonas - 3.480.937
16) Rio Grande do Norte - 3.168.133
17) Alagoas - 3.120.922
18) Piauí - 3.119.015
19) Mato Grosso - 3.033.991
20) Distrito Federal - 2.562.963
21) Mato Grosso do Sul - 2.449.341
22) Sergipe - 2.068.031
23) Rondônia - 1.560.501
24) Tocantins - 1.383.453
25) Acre - 732.793
26) Amapá - 668.689
27) Roraima - 451.227
Mais dados naquele (meio) confuso sítio do IBGE.

sábado, 18 de dezembro de 2010

034 - SÃO DOZE MESES; OS TRABALHOS MAIS

"Uma vez eu li em uma pesquisa publicada em uma revista americana de psiquiatria um 'Tratado sobre o suicida: fim de ano e fim do dia'. Sério. Aumenta muito a porcentagem de pessoas que se matam agora no fim do ano; começa em setembro e atinge o ápice agora em dezembro.
Será que é porque as pessoas se apercebem que não realizaram o que haviam desejado - e querido - lá trás. Lá em janeiro.
E eu que já vi tanto janeiro de anseio plural, fevereiro do carnaval, março fechando o verão, abril de chocolate, maio do outono...
O Simão diz que não é para me preocupar com esta época, para eu não ficar eivado de pensamentos meio tortos. Quais seriam uma vez eu perguntei para ele.
--- Cara, tenho para mim que você parece que não tem apreço à vida, às coisas aqui deste planeta capitalista, cheio de mais-valia na veia de todos nós. Não dá para ser assim. Porque eu sei que é foda toda esta parafernália inventada pelo homem que consome a gente. Eu não gosto, ainda que eu dependa de... Do dinheiro que vem difícil, quer dizer, hoje até que me vem fácil. Então, pare de pensar que vale mesmo é ficar com estes pensamentos tortos. Conhece o significado da resignação? O significante também? Torto você quase ficou naquele dia no armário. Não adianta Duílio... Encara de frente, não se pode ser assim tão frágil a ponto de não querer mais o que... seja o que for.
Ele nunca me falou o que era este mais o que. Disse que eu deveria saber.
E eu sei? Acho que sei... Quero condições diferentes para o mundo, para os homens. 
Sim eu sei.... Quando eu uso tudo aquilo eu fico assim, pensando na falência, no fracasso de mim mesmo e daí, para o fracasso da gente, de todos.
Tem jeito?"
Vagava pelo parque perto de sua casa com as pernas doídas de tanto acordado permanecer.

domingo, 12 de dezembro de 2010

033 - AINDA NA MANHÃ

Tudo parecia bem longe... o ruído ele ouvia de longe, abafado, como um som surdo distante. Caminhava para o meio-dia e ele entraria no trabalho logo mais às 14h.
"O que eu faço? continua aqui... Ou não?"
As dúvidas, de montes andinos, o atormentavam toda vez que isto acontecia. Sofreria ele de paranoia? O amigo Simão dizia toda vez para ele diminuir um tanto o consumo porque deste jeito teria que internar em uma clínica psiquiátrica. E incrível como ele nunca achou que pudesse chegar a este ponto porque neste ponto parecia não haver retorno. 
"Preocupação. E agora, ainda escuro aqui. O sol lá fora dominado tudo, ardendo feito brasa. Tenho que sair".
O telefone tocou na hora. Simão do outro lado vociferando coisas ininteligíveis para alguém com quem falava no outro telefone
Finalmente, a atenção que precisava.
"--- Saia do armário. Sei que você está aí. Tem o trabalho cara.
--- Não consigo.
Será que ele vai vir me ajudar? Às vezes me sinto como se sobrevivesse e que o condutor para uma realidade nada de carochinha é o Simão. Eu acredito em tudo. Nas pessoas. Nas instituições e talvez por isto fique assim, ao leú, ou melhor paranoico quando me deparo com esta porra de realidade. Bem que o Simão diz que 'quem disse que era fácil, que as pessoas são de bem, que ninguém é canalha e que o mal não vence... mentiu'
--- Acabei aqui. Estou indo te salvar. Não faça nada"
Parece que a solução real chegaria em minutos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

032 - NA MANHÃ CINZA

Dentro do receptáculo do grande armário embutido, Duílio resolvera ali passar toda a manhã - na verdade, desde a madrugada - para que não pudesse resvalar nenhuma nesga de sol adentro. Não havia sol, porque o céu dominante estava mais para marujo que para brigadeiro. O telefone celular dentro da mão direita todo molhado pelo supr que escorria apertava-o freneticamente.
Esperaria uma ligação de simão com o bálsamo que era ouvir a voz do amigo de todas as horas e dos momentos delicados. 
Quando chegou em casa vindo de um 'lugar' bacana do Jardim Paulista, passaram antes em Vila Monumento e pegaram o que deveriam não ter pego; ao menos então, deveriam ter comprado mais cedo, quando ainda era noite do dia anterior.
Rodaram 200 quilômetros dentro da cidade, indo para lá, para cá... Beberam e fumaram. E conversaram sobre a filosofia dos homens que oprimem aqueles que por alguma razão mínima ou máxima são diferentes. Citando a música do poeta, Simão lhe falou que as semelhanças prevalecem porque todo mundo é meio parecido quando sente dor. 
Exato. A dor que agora sente, como Camões, não tem conserto. Sua cabeça martelava e as pernas dobradas começavam a formiga. Seu pau, apertado entre elas e os bagos dava sinais de desespero.
Escuro, a chave de casa no bolso do shorts, peça única. 
Ainda eram 7h45 da manhã e o gris lá fora mantinha tudso dominado. Emputeceu-se porque lembrara que o isqueiro quedava-se longe dele... Quer dizer de dentro de onde estava; o cigarro apagado entre os dedos da mão esquerda se umedecera.
Suava; e o suor escorria pingando de seus suvacos cabeludos, nas costas ia descendo e no bigode pôde sentir o salgado da química que o corpo produzia.
"Porque ele ainda não ligou? Acho que conseguiu dormir... Bom, grande sorte dele".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

031 - UM DIA MUDA

Em conversa, daquelas de um tempo sem fim, em um bar melhorzinho na Vila Mariana, eles discutiam sobre o poder, as pessoas que o detém e os pobres coitados que obedecem.
"--- Isto nunca vai mudar Duílio! Nunca. Sabe porque? Porque quem tem $ não quer dividir o seu poder.
--- Eu queria um dia dar uma lição nestes poderosos que agem com prepotência porclamando aos quatro ventos que 'eu detenho o poder, e que todos ouçam bem'. Ah, como são idiotas e mesquinhos.
--- Não. Como são poderosos e endinheirados. E recolha-se ao seu devido lugar."
Olhando para o amigo Simão, sentado na mesa na calçada, fumando um vermelho atrás do outro e bebendo sua dose de bourbon, ele o via como o senhor da realidade... amarga.
"Por mim, eu poria todos em uma sala pequena, sem ar e bem clara; sentadinhos como alunos do primário e os faria ouvir todo o clamor da sociedade. Falaria que são imbecis, déspotas, promíscuos com relação ao poder e ao $. Porque eles agem assim? Para mostrar que quem manda são eles.... 
A prepotência humana é uma coisa sórdida porque passa por cima como uma retroescavadeira a machucar o chão. Humilhação é a outra face deste vil metal pelo visto... Sim porque só existe a prepotência humana porque a humilhação é a conseqüência imediata.
E os que são donos de um país? De um banco? De um estabelecimento? De uma 'comunidade'? 
E aqueles que são prepotentes e comerciam a dignidade humana?
Que coisa mais... perversa. Esta lógica de gritar, de humilhar, de espezinhar... Que pena. Um dia eu mudo tudo isto...
E quando eu mudar, farei diferente deles.
--- Duílio, não viaja no lance... O mundo é assim desdew que começou a existir. Vamos embora daqui porque quero passar lá na Vila Monumento. Ainda dá tempo".

domingo, 28 de novembro de 2010

030 - O SOL

Sem considerações intergalácticas acerca do astro-rei, estrela de Deus à qual deve a vida, Duílio por vezes tinha um sentimento de não pertença à irradiante luminosidade dos dfias de verão. Dias em que o sol se espalhava sem medo, sem dó, abrasando tudo o que pela frente viesse.
Antes, curtia muito e ficava horas no telhado da casa tomando sol só de cueca slip; às 2ªs-feiras era pelado mesmo. 
Agora, parece que sói ter um sentimento de irritação pelo sol por ele querer dar vida.
Não, ela não tinha vocação para suicida, mas como Simão - e sempre o Simão - dizia quando ele quedava-se em preguiça em dias assim que "você parece um verme, daqueles bigatos de goiabas que secam, esturricam ao sol".
Só não sabia o porque da comparação. Precisava de novo abrir o seu sol e deixar aquela energia de anos-luz renovar-lhe. Qual o quê!?
Ainda não se preparara, ou melhor, se despreparara para de novo arrancar a nuvem negra que só quer perturbar. 
"--- Duílio, você é um cara com tanta consciência social, ao contrário de mim. Porém, com você mesmo, é de uma negação sem limite que transpõe quase tudo que eu já vi e vivi. Somos tão amigos e este mistério se faz mister que eu tente desvendá-lo. 
--- Para que? A vida é mais fácil para quem deixa o sol entrar, mas também é mais hiperativa. Eu ando me cansando da mesmice...
--- Cansado mas não faz nada né?"
Simão possuía uma lucidez que beirava a dureza de como ele classificava as pessoas, entre o preto e o branco para ele não havia muitas nuanças. Ou seja, as pessoas eram mesmo aquilo que demonstravam, para o bem e para o mal.
Tocava na rádio "não chegue na hora marcada..."

sábado, 20 de novembro de 2010

NOVEMBRO - ÁGUAS DE MARÇO

A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO PRODUZIU SUA EXPRESSÃO MÁXIMA
Não, nada a ver com as chuvas que devem começar a cair logo, logo. 
Sobre a letra do Tom. Ouço agora a versão com ele, Chico, Caetano e o Quarteto em Cy.
Para mim, é o primor absoluto da língua portuguesa. Na verdade, isto vem 'sendo achado' por mim faz tempo de anos, quiçá décadas...
E olha que são muitas as músicas que são primores rígidos e absolutos da mpb; explicando que por mpb eu agrego a mesma, o rock, o samba, pop, balada, de raiz...
Feita então esta ressalva, reitero, repeito e nuca me canso de proclamar que esta letra é a minha primeira. Sem exageros, claro. E claro também que existem outras que estão ali, bem pertinho, bem grudado... (risos).
"Águas de Março".
Verdade, alguns detratores podem achar que não é nada mesmo original. E não é mesmo. E daí? A questão não é a originalidade da escolha, é a originalidade dele, do autor.
O idioma de Camões nunca foi tratado com tanto carinho e firmeza. Traz palavras não muito usuais, as muito usuais com repetição de fonemas e letras:
é peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira não queira
R, EI, C, N, M, EIA
(sem citar que estes versos revelam também um conhecimento e tanto sobre folclore brasileiro; Tom, um estudioso, além de maestro....).
Não é apenas um amontoado de palavras/fonemas que me fize escolher esta. Também é por isto. Mas a letra denota um encadeamento de ideias referentes à existência humana e seus valores e os anseios advindos.
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
Aqui me sugere que primeiro ele falou do fato consumado (passarinha na mão...) e depois do objeto a ser acertado (ave no céu...).
Poderia aqui ficar a falar um sem-fim de argumentos baseados no estudo que comecei a fazer agora - de um proejto de analisar letras de músicas da mpb e afins - e mais ainda, no que se refere à letra - e à canção, claro - desta música. Olhando vemos que as rimas são de efeito sonoro absoluto e perfeitas. E a métrica? Andei contando e vi que a maiora tem 14 'divisões' (não me lembro do nome... acho que não é sílaba...), ou seja, são maiores que os dodecassílabos.
Que bom que sou falante e ouvinte do português. Esta língua é do cacete!
Só que antes de parar, eu não vou deixar de citar os meus versos preferidos, que me chamam muito a atenção dentro os vários, são aqueles que dizem:
"é o projeto da casa, é o corpo na cama, 
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama".
Valeu pela atenção.
(o marcador é de um vídeo de 1974 com o Tom e a Elis - incrível !!!)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

029 - MILHARES DE JANELAS

Na manhã fria fora de época, Duílio observava o mar de prédio à frente, com as milhares dejanelas postas lado a lado, uma em cima da outra, parecendo um sem fim delas. Algumas janelas discretas, raramente abertas, outras sempre fechadas com luz alguma a penetrar, outras ainda escancaradas - indiscretas - sendo possível que se acompanhasse o que dela podia ver. Grandes salas com suas TV de plasma "de modelo de passarela", sofás rechonchudos, almofadas pelo chão e um lulu-da-pomerânia a passear pelos metros quadrados... Um casal?
Espreitanto com a xícara de café gigante às mãos, fumegando como um cachimbo, ele vê só um cara meio corpulento, de shorts, a vagar agora com o cachorro no braço, nada de casal.
Pula de prédio, agora é um pouco mais simples com um dezena de apartamento. Este tem sempre movimento. E aquela de cima, na ponta esquerda, quando chove - como acontecia naquele momento - se preocupa em tirar o canário-da-terra das agruras do céu. É uma mulher, com seus quase 70 anos, viúva, sempre de robe e algo espetado no cabelo; sozinha, pelo que ele pôde perceber. Abaixo da infinidade sequencial de 'buracos' com gente dentro, havia uma janela no 6º andar com um adesivo de "aluga-se" há mais de um ano, sempre escuro, hoje havia luz e gente se movimentando dentro. Achou que fosse o corretor e um cliente porque não arrancaram o "aluga-se" de onde ficava. Mais um espaço vazio.
Ele, que ao contrário do melhor amigo Simão, se julgava diferente de muita gente, ou pelo menos, diferenciado, longe de ser um lugar-comum (ele mesmo dizia que não era isto... mesmo que a expressãonão servisse com exatidão para 'classificar' pessoas), sentia-se, para o bem e para o mal, à margem das categorias inventadas pela supremacia dos supremos; Duílio quase chorou ao constatar que a sua solidão é bem semelhante aos de outros habitantes dos milhões que vivem aqui. Condoeu-se dele. 
Sonhos já se foram, ideais da juventude exposta caíram e hoje, além do primeiro amigo Simão - sempre muito prático e pragmático - o que sobrou foi o olhar pelas janelas, tão iguais a dele que se alguém resolvesse observar como ele fazia naquela manhã fria e chuvosa, depreenderia que ele é parecido ao seu observador.
Virou-se e viu tudo aquilo que possuía frio, longe, solitário.. dele mesmo. Em um átimo, pensou em voar pela janela para sentir o ar bater em seu corpo. Olhou para fora. Mais uma vez para dentro e continuou a ver a si sozinho por um longo tempo no passado. No presente e... No futuro? O que seria?
Teve certo que pessoas a quem pudesse amar não foram feitas para ele. Tão igual às centenas de janelas, Duílio chorou baixo, sem alarde; virou-se à própria solidão do seu quarto. Deitou e dormiu ainda sentindo o gosto do café amargo e forte.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CIDADES DA EUROPA

MILHÕES DE HABITANTES
Olhando o mapa urbano do Velho Continente, daquela parte da Eurásia, pode-se notar que grandes cidades na Europa são em pequeno número se comparadas à Ásia, América e mesmo África. A Oceania fica de fora porque tem somente 5 cidades com mais de 1 milhão de habitantes.
Já na Europa, muitos países possuem cidades "milionárias", mas em geral são apenas as capitais. Vejamos: a França, o Reino Unido e a Polônia - para citar alguns dos mais populosos - só detêm as respectivas capitais Paris, Londres e Varsóvia dentre as que tem 1 milhão.
Países como Romênia, Áustria, Bulgária, República Tcheca, Sérvia, Bielorrússia e Hungria apresentam suas capitais com cifra maior que o milhão, tão-somente. Em Portugal, na Croácia, na Grécia, na Irlanda, na Holanda e na Suécia, para citar alguns países, nenhuma cidade atinge a cifra (aqui não estou me referindo às regiões metropolitanas e sim ao valor da territorialidade).
Do outro lado, vejamos: Rússia, Alemanha, Itália, Espanha e Ucrânia são os únicos países a terem, além de Moscou, Berlim, Roma, Madri e Kiev, cidades de mais de milhão. 
- Rússia, país com cerca de 100 milhões de habitantes na parte europeia, tem Moscou, São Petersburgo (3ª > do continente), Kazan, Samara e Rostov Don.
- Alemanha, com 82 milhões, Berlim, Hamburgo e Munique
- Itália, com 61 milhões, Roma, Milão e Nápoles (algumas estatísticas incluem Turim)
- Espanha, com 45 milhões, apresenta Madri e Barcelona
- Ucrânia, com 46 milhões, tem Kiev, Karkov, Dnipropetrovs'k e Odessa.
E tem claro, Istambul, cidade dividida em dois continentes, maior da Turquia, com quase 10 milhões, rivalizando com a capital russa o primeiro lugar.
O que a gente pode perceber é que cidades médias predominam com relação à cidades grandes; mais ainda, são as cidades pequenas que concetram quase 1/3 da população da Europa. E que grandes urbes (sem regiões metropolitanas) se resumem a Moscou, Berlim, Madri, Londres e São Petersbugo - são as únicas a passar da cifra dos 3 milhões (Roma tem 2,8 mi, Kiev 2,6 e Paris 2,3).